Curiosidades

Victor Hugo e sua profunda experiência com o espiritismo

Títulos como “Os miseráveis”, ou “Nossa Senhora de Paris” são, sem dúvida, conhecidos por todos-e dão-nos algumas pistas claras do caráter de seu nobre autor, de Victor Hugo. Daí que, em algumas ocasiões, nos surpreender tanto descobrir histórias como a que hoje queremos contar, e que é descrita em inúmeras obras e manuais, como, por exemplo, “Victor Hugo et le spiritisme”, de Christian Bouchet.
Este episódio do famoso escritor francês do século XIX te vai surpreender e emocionar a cada vez. Descubra com a gente.
O mais querido da vida Victor Hugo
Se havia algo que Victor Hugo amava acima de todas as coisas, era a sua filha Léopoldine. Apesar de contar também com Adèle, Charles François-Victor, ela era a mais velha e, para o escritor, a menina tinha uma luz tão especial que transcendia acima de todas as coisas. Era o reflexo da paixão, da alegria e essa vivacidade que fornecia energia para os seus dias.
Léopoldine se apaixonou logo de um jovem tão culto como ela. Tinha apenas 14 anos quando conheceu Charles Vacquerie e, ainda quis de imediato formalizar sua relação com um casamento, Victor Hugo, recomendou-lhe a sua filha ter um pouco de calma. E teve, depois de ter 18 anos para, finalmente, poder se casar com o amor de sua vida, com Charles.
Por sua parte, longe de temer a perda de sua filha, Victor Hugo sentia-se satisfeito e satisfeito. Tinha seguido ao longo de bastante tempo, a relação de ambos jovens e sabia o quanto adoravam, quanto eles queriam. De fato, esse amor juvenil, serviu-lhe de inspiração para muitos de seus personagens em seus livros. O escritor era, pois, feliz, muito feliz com aquele link, ainda mais quando em poucos meses, Léopoldine anunciou que ia ser avô.
Escultura de Victor Hugo em 124 avenue Victor Hugo, Paris 16th.
Mas a desgraça é arbitrário e cruel, e estende às vezes o seu véu de escuridão sobre aqueles que mais desfrutam da vida, que abraçam a felicidade com um sentimento puro e sincero. Foi um 4 de setembro de 1843, quando Léopoldine e Charles Vacquerie morrem em Villequier, no rio Sena. Ambos sofreram um acidente a bordo de uma embarcação e morreram afogados. Os dois jovens perderam a vida juntos e ao mesmo tempo…
Victor Hugo soube da fatal notícia pela imprensa quando estava nos Pirinéus. Não podia acreditar, e cheio de raiva e incompreensão, viajou imediatamente para Paris com sua família para ver com seus próprios olhos os corpos dos jovens… De sua querida filha, então com uma gravidez já é visível. Toda uma tragédia, não há dúvida. Sabe-Se, de fato, que ficou tão afetado após aquilo, que a partir daquele dia até 1851, em seu exílio, não publicou nada. Dedicou-Se apenas a pintar e a escrever poemas, como “Amanhã, desde a alva”.
Casa do Lago, pintura de Victor Hugo
As pessoas de seu círculo familiar e social, que descrevem a vida de Victor Hugo encontrou novamente uma certa paz, a partir de 1853, isto é, 10 anos depois da morte de Léopoldine. Qual a razão? Foi uma amiga, Delphine de Girardine, que o tirou de seu fechamento e suas trevas para levá-lo para algo que o escritor não acreditava até então: o espiritismo. Apresentou-o a um grupo de pessoas que, semanalmente, costumavam reunir-se ao redor de uma mesa em companhia de um médium e de uma ouija. Apesar de não crer e de se mostrar algo obstinado no início… Ao final, aconteceu.
Victor Hugo conseguiu falar com Léopoldine e ela lhe ofereceu calma. Após uma série de perguntas íntimas que só ele conhecia sobre a relação com a sua filha, soube de imediato que era ela. E a mensagem que ele transmitiu, não podia ser mais esperançoso, pediu-lhe que pare de sofrer, que voltasse a abrir-se ao mundo, para desfrutar da escrita. Recomendou-lhe que iria desfrutar de sua felicidade sem arrependimentos, porque ela estava bem. Léopoldine estava em um lugar onde tudo era calma, luz e tranquilidade, um lugar onde também era possível sentir o sofrimento de seu pai. Pediu-lhe que pare já de chorar e, simplesmente, que avançará em sua vida.

E Victor Hugo, e assim o fez… mas a meias. Uma vez que a partir daquele dia, tornou-se também um adepto do espiritismo. Um relato esperançoso que cada um é livre de acreditar ou não. Deixe o seu comentário e não hesite também em saber mais coisas sobre Victor Hugo, como por exemplo, suas enigmáticas cartas.