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Sexualidade na Idade Média, quer saber mais?

A verdade sobre a sexualidade na Idade Média
As mulheres usavam contraceptivos
Nós Tendemos a pensar que as medidas de prevenção são muito atuais, no entanto, existem desde a Antiguidade. Apesar de que a Igreja condena seu uso, porque afirma que a única função do sexo é a reprodução e que esta é a vontade de Deus, os estudos demográficos nos levam a pensar que estava acontecendo algo muito diferente.

Assim, a taxa de natalidade era significativamente baixa em mulheres com mais de 30 anos, o que podemos intuir que se usavam métodos contraceptivos. Os historiadores acreditam que se tratava de uma “marcha atrás”, assim como de um preparado que contém a raiz de lírio.
Acreditava-Se que as parteiras obrigavam a algumas mulheres a ter relações sexuais com o demônio
As parteiras medievais eram pessoas muito especiais. Não se limitaram a ajudar no parto, mas que tinham conhecimentos sobre a medicina tradicional, praticavam abortos, fabricavam e vendiam maquiagem e cremes, às vezes prostituían para sobreviver ou mediaban em relações desse tipo… E, além disso, eram das poucas mulheres verdadeiramente livres.

Esta circunstância produzia um grande receio por parte da Igreja, já que desafiavam o papel que lhes cabia às mulheres. Por isso, eram acusados de incentivar as meninas a ter sexo com o diabo. O objetivo era impedir o contato entre elas e os jovens, para que as últimas não se contaminaran.
Tinha casos extraconjugais
Lembra quando estudiabas o amor cortês em sala de aula? Esta é a versão edulcorada de tudo o que acontecia na realidade. Embora os poemas, a possibilidade de o sexo e a Idade Média fora do casamento era nulo, a verdade é que se produziam. Eram muito comuns, especialmente na nobreza.

Os nobres se casavam por razões alheias ao amor ou a paixão, ao contrário dos camponeses que tinham algo mais liberdade para escolher. Por isso, se iam para a cama com pessoas que não sejam os seus pares, às vezes, mesmo depois de um pacto entre os dois.
Havia punição para os pecados sexuais
Os castigos não eram arbitrários. Pelo contrário, havia uma penitência em função da classe de pecado. Para isso, contavam com livros que explicavam qual era a mais adequada para cada um. Tanto é assim, que existiam centros prisionais para os mais graves. Os textos eram escritos por parte dos sacerdotes, que ouviam no confessionário a natureza dos mesmos.

Por exemplo, o sexo entre os homens e destes com animais tinham uma pena de 10 anos. A masturbação masculina, por sua vez, implicava 4 dias sem comer carne, enquanto que as mulheres fariam o mesmo durante um ano, se eram encontradas em pleno ato.
Como vedes, a sexualidade na Idade Média pode ser vista como uma luta entre o humano e o divino, entre a verdade e a aparência. Apesar do poder eclesiástico, as práticas eram muito parecidas com as de hoje. O que varia é como se valorizavam e a necessidade de se esconder. Bendita liberdade, não é?
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