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Por que foi um grande negócio para os Estados Unidos para comprar o Alasca da Rússia?

O grande negócio que conduziu os Estados Unidos com a compra do Alasca à Rússia
William H. Seward, secretário de Estado dos eua, sob a administração do presidente Andrew Johnson, foi objeto de zombaria e duras críticas quando anunciou sua intenção de comprar 1.518.800 quilômetros quadrados de território na fria e desolada região do Alasca.
Seus detratores o fustigaban a ele e ao presidente Johnson. O projeto chegou a ser listado como a “loucura de Seward”, “a geladeira de Seward” ou “o parque dos ursos polares de Andrew Johnson”, por que, segundo argumentavam, era muito imprudente desperdiçar tanto dinheiro na aquisição de um território que, aparentemente, não tinha muita utilidade econômica.
A figura Estados Unidos, que pagou para comprar a Rússia o território do Alasca foi de 7,2 milhões de dólares, mas, hoje em dia, a cerca de 150 anos que se concretara o negócio, a história lhe deu razão a Seward Johnson, dados os inúmeros benefícios que recebeu o país norte-americano, o 49º estado da União.

Levando em conta a inflação, esses 7,2 milhões, seria hoje em dia cerca de 100 milhões de dólares, o que é um valor incrivelmente barato por que é o maior estado da nação.
Graças a este negócio, o território norte-americano se estendeu mais de 1,5 milhões de quilômetros quadrados ou 151 milhões de hectares que vou se valorizam 150 vezes mais do que Washington pagou originalmente para o Czar russo Alexandre II.
Não passou muito tempo para que a visão de Seward cosechara seus frutos. Só 20 anos mais tarde, descobriu-se ouro no Alasca e desencadeou a corrida para explorar esse recurso natural.
Ouro não era o único que acabou por ser rico este grande pedaço de terra. Alasca, também acabou por ser rica em petróleo. Em meados do século XX, foram encontradas grandes jazidas de este recurso não renovável que, desde então, têm sido extensivamente explorados.
A riqueza do Alasca, graças ao petróleo é tal que a cada ano o governo do estado deu a cada pessoa um bônus de milhares de dólares pelo simples fato de residir lá.
Além dos benefícios econômicos, Alasca, também é um ponto estratégico militar. Segundo os historiadores, o Czar vendeu o território por medo de que a Grã-Bretanha, que dominava o vizinho Canadá, tivesse intenções de expandir-se sobre a Rússia e a conquista da extensa área.
Isso acabou sendo um erro tipográfico, pois durante a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, os norte-americanos fizeram uso do Alasca como uma porta estratégica para localizar tropas muito perto da Rússia.
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