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O que fez infeliz a toda poderosa rainha Vitória?

O que fez infeliz a toda poderosa rainha Vitória?
Uma infância nada feliz, mortes prematuras, intrigas a seu redor… a rainha Vitória mostrou uma personalidade forte desde muito pequena, mas houve fatos e circunstâncias que marcaram irremediavelmente Quais? Vamos conhecê-los.
Uma infância enclaustrada
Victoria não tinha um ano quando seu pai, que ocupava o quarto posto na linha sucessória, morreu. Este fato não teria sido relevante se seus tios, os primeiros chamados a herdar o trono, tivessem tido descendência, mas não a tiveram.

Vitória, estava destinada a ser rainha. Quando a sua mãe e o secretário desta, John Kevin, foram plenamente conscientes do futuro da menina, começou a mover as fichas para preparar o terreno para a jovem herdeira. Mas era por seu próprio interesse. Queria evitar a todo custo que alguém pudesse manipulá-la, que esse futuro em que eles aspiravam a ter um papel de protagonista, possa ser truncado.
E não só isso, mas a Vitória acabou sendo um prisioneiro em seu próprio palácio. Sua estrita mãe foi submetida a uma vigilância opressiva, de dia e de noite. Vitória completou a maior idade, sem ter jogado com outras crianças, nem ter falado com ninguém que não fosse da sua família ou do serviço. De fato, este é um dos motivos de seu ódio visceral para John Kevin, responsável tão duvidoso “método educativo”. Um método que tinha um fim: que ninguém pudesse usar em seu próprio benefício a menina, exceto ele e a mãe da menina, claro.
Apenas se sentiu livre depois de ser coroada
As tentativas para manipular a Vitória foram constantes. Talvez, o mais terrível foi o que sofreu enquanto estava doente de febres tifoideas. Sua mãe e o secretário aproveitaram sua fraqueza para tentar que assinar uns documentos. Era a nomeação de John Kevin como seu conselheiro e tesoureiro. Um cargo que lhes tivesse segurado um grande poder. Mas a jovem se recusou tozudamente a assinar, apesar de a doença.

Nem as terríveis febres, nem as intrigas, nem ameaças conseguiram submetê-la. Não se pode estranhar que nada mais é ser coroada a sua primeira decisão fosse afastar dela a sua mãe e o odiado John Kevin. Apenas então, já a rainha Victoria se sentiu livre.
Um casamento feliz, mas curto
O seu foi um casamento arranjado, como era habitual naquela época. O que não era tão comum é que o casal acabará se apaixonando profundamente, como aconteceu com a jovem rainha e o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gotha.

A felicidade durou 21 longos anos, embora o rei consorte morreu prematuramente, aos 42 anos. A rainha então caiu em uma profunda depressão. Vestiu de luto rigoroso o resto de seus dias e jamais se separou da fotografia de seu marido.
A falta de instinto maternal
Victoria se sentia, acima de tudo, esposa e rainha. O papel de mãe era secundário, e até chato, e isso que teve 9 filhos! O parecer considerava que lhe tirassem um tempo para estar com o seu querido marido.

Controlador e pouco carinhoso, talvez a pior relação teve com seu filho mais velho e herdeiro, o futuro rei Eduardo VII. Inclusive chegou a culparle indiretamente a morte de seu marido. Qual a razão? Que este havia contraído doença que lhe custaram a vida depois de visitar o seu primogênito, em Oxford.
Admirada como nenhuma outra rainha, passou à história por realizações de seu longo reinado. Mas a verdade é que o Vitória não teve uma vida sempre feliz. Gostaria de saber mais de sua época? Então não perca:
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