Curiosidades

Guayota, o demônio da mitologia guanche que habitavam o monte Teide

Guayota, o demônio que habitava o monte Teide
Considera-Se que os aborígenes canários tinham uma cultura “deísta”, já que acreditavam em um Deus criador, o Ser Supremo que sustentava o mundo e habitava no céu. Por contraposição existia também em sua mitologia outro ser que representava o mal, era Guayota.
Múmia agricultura no Museu da Natureza e do Homem.
Guayota ou Guaiota é uma palavra que os historiadores acreditam que deriva de um termo antigo “wa-yewta” que significa “bater”, ou “combater” e daí fazem derivar o sentido que realmente tinha o nome do deus que era “o destruidor”. Guayota vivia nas entranhas da terra, especialmente no interior dos vulcões e, mais especificamente, sua principal morada residia no Teide, o que os guanches chamavam de “Echeyde”. O interior do Echeyde era identificado com o inferno e Guayota era o responsável pelos fenômenos vulcânicos destrutivos e do fogo.

Guayota tomava ocasiões em que a figura de um cão pequeno e ajudava por outras entidades malignas menores, que às vezes também eram protetores de cabras, ovelhas e cães. Chamavam-Se Guañajé, Canajá e Jucancha e governavam fenômenos naturais como terremotos ou o vento.
Esta entidade maligna dos aborígenes das ilhas Canárias é muito parecida com as que podemos encontrar em outras ilhas vulcânicas do mundo, como a deusa Pelé, que para os nativos do Havaí vivia no vulcão Kilauea. Os guanches, para aplacar a Guayota e rogar-lhe que parassem com as erupções do vulcão, que lhe levavam oferendas que depositavam em cavernas da base do Vulcão.
A lenda de Guayota e Achamán
Conta a lenda que Guayota, o deus do mal, o fogo e a destruição havia encerrado a Magec, o sol, deus da luz e pai das almas dos seres humanos, no interior de Echeyde. Por esse motivo, o mundo estava mergulhado em uma profunda escuridão.

Os homens pediram a Achamán, o deus supremo que os ajudasse. Guayota e Achamán travaram uma luta que Achamán saiu vencedor. Como castigo encerrou a Guayota nas profundezas do monte Teide e taponó o buraco para que ele não pudesse sair. Os guanches pensavam que o último trecho do cone do vulcão, que é de cor branca e o que é conhecido como “Pão de Açúcar” era esse bujão que impedia de sair o demônio Guayota.

Se havia uma erupção, os guanches costumavam acender fogueiras ao redor do Teide por se Guayota escapava. Pensavam que com o fogo, o deus do mal pensaria que seguia no interior do vulcão e passaria de largo.
Eu vi a lenda do demônio da mitologia agricultura? Se quiser saber mais sobre os antigos moradores das ilhas Canárias, convidamos você a ler:
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