Curiosidades

Em salvaje Fiesta Matralia romano

A Festa Matralia
A Festa matralia se celebrava cada 11 de junho, em honra a Mater Matuta, uma festa reservada unicamente às parteiras. A Festa consistia em entrar no templo com o sobrinho recém-nascido para pedir proteção para ele, também entrava uma escrava, algo muito especial, já que o resto do ano se lhes proibia a entrada.
Templo Romano
Uma vez dentro, bateu e abofeteaba a escrava. Logo em seguida, ele a expulsa do templo. Finalmente, se lhe entregavam-se à deusa bolos torrados e decoravam a estátua com flores.
Interpretações sobre a Festa Matralia de acordo com os clássicos
Por que se batia as escravas?
De acordo com autores como Plutarca e José, o esposo da Deusa lhe foi infiel com uma escrava, assim, que as escravas pagavam o dano feito à Deusa a cada ano.
Por que era a tia e não mãe que fazia o ritual com o bebê?
De acordo com Ovídio, a Deusa havia sido mais feliz como mulher, como mãe, assim é que era uma forma de render-lhe homenagem. Por sua parte, Suetónio acrescenta que este ato contribuía para desenvolver o afeto na família.
Por que ele se entregavam torradas e bolos à Deusa?
De novo, Ovídio nos responde: “A sacerdotisa de Tégea com suas próprias mãos criou a toda pressa, alguns bolos…”
Exemplo do que podem ser os bolos que se entregavam à Deusa.
Ainda hoje lhe são agradáveis esses bolos à Deusa na festa de Matralia: uma atenção rústica lhe era mais agradável do que qualquer outro refinamento culinário”.
Interpretações
A interpretação do mito é um tanto complicada, embora alguns estudiosos procuram na etimologia das palavras, o significado. Há 2 interpretações básicas tomando como base a etimologia:
Matuta=Matutinus=Aurora=Luz e nascimento
Matuta=Manus=Bom=Boa Deusa que ajuda as crianças
G. Dumezil fez outra interpretação do mito. Para ele, este afunda suas raízes na mitologia védica, Ushas, Deusa da Aurora, que cuida do seu sobrinho Sol. A Deusa espanca as trevas, ou seja, as escravas e cuida ao Sol, seu sobrinho.
Persistência da Festa no tempo
Durante a época Imperial, esta celebração corresponde à cerimônia Dies Lustricus e hoje em dia corresponde ao dia do batismo, em que as madrinhas tem um papel fundamental.
Se quiser saber mais coisas sobre a Antiga Roma, convidamos você a ler o artigo Beijos na Roma Antiga.