Curiosidades

El “Amor líquido”: ¿Te identificas con este tipo de relación?

Relações onde não há um verdadeiro compromisso, amores que não duram e que escapam de nossas mãos como a água do mar ou da chuva. Pessoas que vêm e saem de nossas vidas, pois às vezes, mais do que relacionar o que fazemos é consumir. Um pouco fatalista talvez? Você pode ser.
Vivemos em um mundo extremamente dinâmico e mutável, onde se começa a valorizar mais o virtual e o real. Muitos iniciam supostas relações através das redes sociais, que quase nunca chegam a ser duradouras. Trocas de afeto com data de validade que não edificam autênticas relações de casal.
Bauman nos fala de uma modernidade líquida e de valores etéreos, de necessidades que são satisfeitas e que mais tarde se esquecem para buscar novas experiências… deixando, às vezes um coração vazio do que longe de amadurecer, enfrenta mais e mais a sua própria solidão.
Vamos falar hoje deste curioso conceito: O amor líquido.
O amor líquido ou a fragilidade de nossos laços
É possível que essa idéia lhe seja conhecido. Ou pode até mesmo que não se sinta nada identificado/a, mas, seja como for, há algo que é verdade: o modo em que nos relacionamos é muito diferente de há uns anos. Temos mais oportunidades, mais mecanismos para conhecer pessoas, embora por vezes, ter um mundo mais amplo e acessível, não nos traz nem uma autêntica felicidade.

Vamos ver em que pontos se baseia o conceito do amor líquido:
As pessoas, mais do que relações estabelecemos conexões. Trocamos idéias, pensamentos e afetos, mas é comum que este tipo de relações não haja muito tempo. Hoje em dia, é muito curioso ver que muitas pessoas quando querem terminar uma relação de amizade, “bloqueiam” em suas redes sociais a essa pessoa, dando a entender que já não quiser definir mais contato.
Nossas relações se escorrem de nossas mãos e de nossas vidas quase sem que nos demos conta. São muitas as pessoas que alegam não entender porque eles duram tão pouco os casais. Sentem-Se incompreendidos, como se vivessem em um mundo próprio, onde ninguém mais se encaixa. Apesar de ter mais meios para conhecer pessoas, são muitos os que continuam sentindo-se sozinhos.

De acordo com Zygmunt Bauman, as relações atuais, acabam tão rápido como se iniciam. Cortamos os laços acreditando que assim voltamos a ser livres de novo, mas o que acontece na realidade é que armazenamos certo desânimo, acumulando pouco a pouco, um problema sobre o outro.
Às vezes, há pessoas que vêem os outros como “bens de consumo”. Objetos que usar e, em seguida, abandonar por outros melhores. Uma espécie de sociedade de consumo, onde nos dedicamos a colecionar “relações” e “experiências”. Sensações pontuais que possam atender a uma necessidade específica, para, em seguida, procurar algo novo.

Vale a pena ter em conta que “o amor líquido”, não se concentra apenas nas relações afetivas. Também podemos aplicá-lo ao “amor-próprio”. Hoje em dia as crises pessoais, baixa auto-estima ou falta de maturidade são os pilares que parecem definir uma quantidade grande de pessoas. Uma personalidade imatura encontrará muita dificuldade para conseguir seus propósitos, ou mesmo para construir a sua própria felicidade. Também não conseguirá edificar uma relação de casal saudável e satisfatória. Se eu não confio em mim mesmo e não acho em mim, não serei capaz de dar à outra pessoa uma verdadeira felicidade, assim que é mais fácil ir de par em par para preencher o meu vazio, sem a necessidade de tomar uma atitude.
Pode-se dizer que são muitas as críticas que tem recebido o conceito do “amor líquido” por essa visão em ocasiões muito fatalista sobre as relações humanas. É possível que seja algo negativo, e até mesmo desconsolador, mas “a modernidade líquida” e a sua interessante envolvimento nos faz pensar em muitas das coisas que vemos e vivenciamos hoje em dia.

Você está de acordo? Não hesite em deixar-nos a sua reflexão para poder enriquecer-nos e aprender entre todos. E lembre-se, se você gostou deste artigo, conhece-se também se existe o destino, o amor.