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Catatumbo: recorde do Guinness e capital do relâmpago

Os fenômenos meteorológicos são impressionantes e surpreendentes, cada um tem sua particularidade. É o caso do relâmpago do Catatumbo, fenômeno que se dá na conta do Lago de Maracaibo –curioso que seja o maior da américa Latina, na Venezuela. Atualmente faz parte do livro dos recordes Guinness e de acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA, por suas siglas em inglês), é o lugar com mais atividade elétrica no planeta. Saiba mais sobre a capital do relâmpago.
Catatumbo: recorde do Guinness e capital do relâmpago

Dentro do Parque Nacional Pântano João Manuel, no município de Catatumbo, localizado no Estado de Zulia, há um pantanal de 226.000 hectares, onde ocorrem cerca de 288 descargas elétricas por quilômetro quadrado durante cerca de 260 dias por ano. Esse fato o fez merecedor do título de “capital do relâmpago”, concedido pela NASA e destronando a uma aldeia na República Democrática do Congo. Além disso, aparece na nova edição do recorde do Guinness por produzir a maior quantidade de relâmpagos em 2.250 km
Não foi questão de meses determinar que ali se produzem mais brilhos do que no resto do mundo. Foi uma tarefa de 16 anos de pesquisa em que o cientista da NASA, Richard Blakeslee estava envolvido e considera que este fenômeno é impressionante. A geografia do lugar pode ser um dos fatores principais para a produção em tal escala, um espetáculo visual e sonoro.
Dados que não vi sobre o correr do Catatumbo

1 O fenômeno tem o seu próprio ciclo de atividade e se tornam mais visíveis durante os meses de outubro e novembro, enquanto que em janeiro e fevereiro, menor a possibilidade de vê-los.
2 Ao estar localizado em uma região tropical com Lago e montanhas no sul do Zulia que ajudam a manter ventos controlados, umidade e temperaturas ideais, fazem do relâmpago do Catatumbo algo especial, apesar de que se forma da mesma maneira que qualquer outra descarga elétrica.
3 Há algum tempo, ouvi: “Se tivessem mais relâmpagos como os de Catatumbo, a camada de ozônio melhoraria”. É verdade que cada vez que caem os flashes na capital do relâmpago, se livra ozônio e este atinge a camada protetora do planeta em cerca de 6 meses, não está comprovado a ciência certa que seja o principal causador de tudo isso.
4 Sem dúvida, a mudança climática pode afetar no futuro a sua apreciação. Quando há períodos de seca extrema na região, a probabilidade de ver o céu iluminado é nula, mas não significa que vai desaparecer.
5 Historicamente ficou conhecido como O “faro de Vigo”, pois costumava guiar as embarcações que entravam no Lago com o brilho dos flashes elétricos que muitas vezes se viam à distância.
Incrível, não é?