Curiosidades

Bedlam, o hospital psiquiátrico cenário de um filme de terror

Bedlam, o hospital psiquiátrico cenário de um filme de terror
Até o século XX, neste lugar de horror não se ajudava os pacientes com problemas e perturbações da mente. Ao contrário, ele os tratava com mão cruel e dura, sometiéndolos os piores problemas pessoais e humilhações.

Tão terrível foi o que se viveu neste lugar que nasceu o termo “bedlam”, como uma definição em inglês para “caos e confusão”.
Bedlam foi fundado em 1247, tornando-se o primeiro hospital deste tipo em todo o Reino Unido. Nunca antes tinha havido um lugar específico no que reunir os doentes mentais, os deficientes e os criminosos de mente, para mantê-los trancados, fora e apartados da sociedade. Muitos pacientes chegaram a Bethlem com diagnósticos como “mania crônica” ou “melancolia aguda”, mas às vezes também se admitia a pessoas condenadas por crimes como o infanticídio e o homicídio. Como você intuído, ser admitido em Bedlam não significava, necessariamente, que uma pessoa de fora para receber ajuda, já que o “tratamento” em implicava somente isolamento social e se tornar objeto de experimentos.
Em Bethlem se praticavam “tratamentos”, tais como a “terapia de rotação lateral contínua”, uma modalidade que parece tirada de algum filme sádica de terror, para a realização da qual os pacientes eram sentados em uma cadeira suspensa do teto, que girava até 100 rotações por minuto, com o fim de induzir o vômito, já que por então se acreditava que servia de cura para muitos males.
Terapia de Rotação Lateral Contínua que se praticava no hospital psiquiátrico de Totem
Além dos costumes sociais da época, a falta de financiamento pode explicar por que Bethlem converteu-se em Totem. O asilo era uma instituição governamental mal financiada que dependia em grande medida do apoio financeiro das famílias dos pacientes e dos doadores privados.
Por isso, no século XVIII, Bedlam se tornou algo grotescamente semelhante a um espetáculo de circo, e por uma razão tão dura como a realidade: os “monstros” faziam ganhar dinheiro.
Pacientes de Totem
O Hospital abriu as suas portas para que pessoas de todo o Reino Unido pudesse ver os pacientes, fazer turismo em Totem e, em alguns casos, até mesmo organizar festas entre suas paredes. Já que os pacientes não eram “monstros” na verdade, eles foram obrigados a se comportar como se estivessem loucos, para o bem do financiamento. Como já dissemos, um espetáculo circense.
Em meados de 1800, um homem chamado William Hood tornou-se médico residente em Totem e decidiu mudar completamente a instituição. Esperava criar programas reais de reabilitação, que serviriam para os pacientes do hospital, mais do que os administradores, e ele conseguiu. Tanto é assim que o hospital foi arquivo e continua funcionando atualmente como um asilo que cumpre com a sua função de ajudar as pessoas com transtornos mentais.
No entanto, na história, ficarão para sempre os tratos a que eram submetidos os pacientes, neste lugar, que parece retirado de um filme de terror, mas que existiu na vida real.
Se você gostou deste artigo, não deixe de compartilhá-lo!
Também lhe poderá interessar:
5 histórias reais de American Horror Story
Os horrores que cometeu o vampiro cafetão
Orfanatos, o horror ou salvação?