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As ABSURDAS normas para mulheres que têm as Universidades Americanas

Nos anos 50 do século XX, as mulheres americanas, compareceram em massa para as universidades de seu país. Esses afamados centros não sabiam como administrar o que consideraram quase uma invasão e, para salvaguardar a moral e os bons costumes, ditaram uma série de disposições que roçavam o elefante branco. Neste artigo apresentamos algumas dessas absurdas normas para mulheres das Universidades Americanas, hoje já em desuso, mas que marcaram o acesso das mulheres aos estudos superiores.
As absurdas normas para mulheres das Universidades Americanas
Seguindo a doutrina do “In loco parentis” ou “o lugar dos pais”, a partir de 1800 as universidades afanaron em custodiar os jovens que estudavam entre suas paredes. Não se pode esquecer ao ler essas regras absurdas que, ao contrário do que ocorre em muitos países hispânicos em que o normal é estudar na escola mais próxima à sua casa, nos EUA os futuros licenciados escolhem centros distantes e estes lhes proporcionam, além de conhecimento, um lugar em que viver, enquanto estudam. O agravo foi comparativa, ao ingressar mulheres nas universidades, enquanto que aos homens foi permitido vestir-se como quiserem, fazer festas, beber ou fumar, as mulheres se impuseram regras rígidas que terminavam em punições e até mesmo na expulsão, se não eram cumpridas.

Na Universidade de Ohio, por exemplo, exigia que as mulheres usassem chapéu e luvas para a refeição do domingo, ou se acumulavam mais de 10 minutos de atraso na hora de voltar para seus quartos eram punidas com 2 fins de semana sem sair, e a proibição de visitantes ou de chamadas. Ah! A faculdade de Negócios da universidade não admitia mulheres por acreditar que seu cérebro não foi feito para as matemáticas.

No Middlebury College, Vermont não se permitia às mulheres fumar ou beber, nem dentro nem fora do campus. No Spelman College, em Atlanta não permitiam o uso de calças, apagavam as luzes para as 10 e independentemente de sua religião eram obrigadas a frequentar a capela diariamente.
No Oberlin College, em Ohio, tinham rigorosas regras para receber visitas masculinas em todos os quartos. A porta deveria estar sempre aberta, pelo menos, 30 cm e, se no quarto estavam um homem e uma mulher, era obrigatório que ao menos 3 de seus pés” estivessem tocando o solo, em todo o momento.

Na Universidade de Michigan, as meninas não podiam ir em bermudas para a biblioteca e para o jantar, já fora da residência ou no café devem usar vestido ou saia. As estudantes estavam obrigadas a viver dentro das universidades em alguma das casas de que esta dispunha, enquanto que os homens podiam residir fora das instalações e ir e vir livremente.
Em Chapel Hill, Carolina do Norte, a universidade mais antiga dos EUA, as meninas eram obrigadas a assinar um registro de cada vez que entravam ou saíam de seus quartos e só podiam vir estudar para a biblioteca depois das 9 horas. uma vez por semana. Também não poderiam visitar a casa de um homem fora do campus se não estavam presentes pelo menos 2 casais mais.
Todas essas regras para as mulheres das universidades norte-americanas hoje em dia nos fazem sorrir e pensar que, por sorte, a sociedade evoluiu e já não há este tipo de discriminação nas salas de aula.
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