Curiosidades

A provadora de comida de Adolf Hitler

Provadora a força
Margot Wölk nasceu em 1917 na vizinhança de Wilmersdorf, Alemanha. Ela se define como um anti-Nazista e afirma que foi forçada a se juntar a League of German Girls e a trabalhar como provadora de comida de Hitler. No ano de 1941, enquanto o marido de Margot estava na guerra, ela teve que abandonar sua casa em Berlim para evitar ser mais uma vítima da guerra, já que os contínuos bombardeios estavam destruindo a cidade por completo.

Foi assim que ele decidiu se mudar para a casa de sua sogra no Partsch (atualmente Parcz, Polónia), uma pequena cidade localizada a 400 quilômetros de Berlim. Lá, o prefeito da cidade, que se distinguia por ser um fiel membro do partido Nazista, a obrigou a fazer parte do grupo de catadoras de comida do Führer.
Hitler temia por sua vida e seus medos não eram injustificados, seus inimigos se multiplicaram e até mesmo um grupo de soldados alemães tentaram assassiná-lo colocando uma bomba no Covil do Lobo, há registros de mais de 5.000 alemães foram executados por este fato. Por esta razão Hitler suspeita até de sua sombra, por isso, tinha a este grupo de jovens mulheres cujo único trabalho era provar a comida e assim descobrir se havia algum veneno na mesma.
A segurança em torno de Hitler era tão extrema que Margot garante que nunca chegou a vê-lo em pessoa, só conheceu o seu famoso cão, um pastor alemão chamado “Blondi”.
Medo de morrer
As 15 jovens catadoras choravam e tremiam de medo cada vez que lhes tocava testar os alimentos do Ditador, sabiam que, talvez, essa comida poderia ser a última de suas vidas, já que havia constantes rumores que indicavam que os britânicos queriam envenenar o Führer.

Neste sentido, Margot diz:
“Tínhamos que terminar a refeição. Depois, tínhamos de esperar uma hora, e sempre tivemos medo de ficar doentes. Clamavam pela alegria de ter sobrevivido”
Entre algumas curiosidades, Margot se lembra de que Hitler teve de ser vegetariano, já que nunca lhes deram de experimentar nenhum tipo de carne, sempre era arroz, macarrão, couve-flor, ervilhas, pimentão, entre outros.
No final do ano de 1944, quando o exército dos aliados avançava firmemente sobre um enfraquecido exército Nazista, um oficial da SS ajudou a Margot a escapar, salvando-a de uma morte segura. O resto de seus colegas foram fuziladas em 1945, pelo qual Ela se tornou a única provadora sobrevivente daqueles escuros anos de guerra.
Uma época marcada pelo horror e a morte, em que ocorreram todo o tipo de abusos e vexações. A história de Margot deixa mais uma vez em evidência o terrível de um regime que levou à morte de milhões de pessoas e usou seu poder para pisar a todo aquele que estiver por baixo.
O que te pareceu a história de Margot Wölk?