Curiosidades

6 curiosidades de Sevilha, que não conhece

6 curiosidades de Sevilha, que não conhece
Qual é a origem da expressão “quem foi a Sevilha perdeu sua cadeira”?
Usamos esta palavra para se referir à perda de bens pelo abandono das mesmas. No entanto, desconhecemos de onde vem o ditado. Pois bem, para dar resposta a esta questão, devemos nos remontar ao reinado de Henrique IV de Castela, no século XV. Neste contexto se deu um confronto entre dois arcebispos: Alonso de Fonseca, o Velho e Alonso de Fonseca, o Moço, tio e sobrinho, respectivamente.
O sobrinho contou com a ajuda de seu tio para que este restableciera a paz na Galiza, enquanto ele lhe substitui o arcebispo de Sevilha. Solventada a problemática em Santiago de Compostela, o sobrinho se recusou a devolver a cadeira a seu tio. E embora cada um voltou para o seu arcebispado original, a resolução do conflito político-familiar exigiu a intervenção do papa Pio II, do mesmo rei e o enforcamento de alguns partidários.

A ponte de Triana… em Paris!
A ponte de Triana é uma das principais jóias de Sevilha. Seu nome oficial é Ponte de Isabel II, já que foi construído sob o mandato da mesma, entre 1845 e 1852. Os arquitetos foram os franceses Ferdinand Bernadet e Gustavo Steinacher.
Estas se basearam na Ponte do Carrossel, situado em seu país natal, em Paris. A ponte de paris foi construído em 1834 sobre o rio Sena (embora atualmente não exista, está localizada perto do museu do Louvre) e foi representado por Vincent Van Gogh em uma de suas pinturas impressionistas. Nela se pode observar o enorme grau de semelhança entre ambos pontes.
As impressões de esconde-esconde na Praça de Espanha
Na Praça de Espanha, podemos encontrar uma estátua comemorativa ao seu criador, Aníbal González. Esta estátua de bronze guarda um segredo que só está ao alcance dos mais observadores. E é que, se analisarmos, podemos descobrir as impressões pertencentes a três mãos pequenas.
A explicação encontra-se no grupo que se encarregou de sua construção. A câmara Municipal de Sevilha, organizou um concurso para decidir quem ocuparia da obra. Dois escultores, Manuel Neto e Guillero Praça, e de um arquiteto, Manuel Porto, foram os vencedores. Coincidentemente, os três se tornaram pais nesse mesmo ano, e decidiram dedicar aos seus filhos um pequeno espaço de sua obra.

A Torre de Ouro, que se esconde o escudo de Londrina e Laredo (Cantabria)
Em ambos os escudos pode ser visto a Torre de Ouro de Sevilha. O motivo é a representação da reconquista de Sevilha, durante o reinado de Fernando III, pois se deu a participação do mar cantábrico. A Torre aparece amarrada a uma corda e ao lado de um barco, representando as correntes que tiveram que quebrar a cabeça para soltar a ponte de barcas, que ligava a cidade com Triana.
Aplausos na Catedral: os antepassados do graffiti
Há alguns anos, a limpeza dos muros da Catedral trouxe à luz destas pintadas vermelhas na chave de hieróglifo, situadas na parede que dá para a rua Alemães. Nelas se identificou a repetição de um padrão: um v maiúsculo, acompanhada de uma se e uma erre, podendo adivinhar também uma ce e uma ou.
O vítor é um símbolo do próprio Império Romano, que foi adotado por diferentes universidades espanholas (por exemplo, também aparecem na de Salamaca). Servem como ato comemorativo para alguma celebração ou de doutorado.

A lenda de Susona, “a bela fêmea”
A última de nossas curiosidades de Sevilha situa-se no atual bairro de Santa Cruz, que foi no século XIV a cidade de Sevilha. Ali, os judeus tentaram refugiar-se da perseguição cristã e também iniciaram um levante contra eles, sendo Diego Susón um de seus instigadores. Este era pai de uma menina de suma beleza, conhecida como “a bela fêmea”.
A dama, por sua vez, mantinha um namoro secreto com um cavaleiro cristão, de grande renome, alvo de assassinato de seu pai. Ao descobrir este fato, Susona, completamente apaixonada, foi a avisá-lo do perigo que corria. O cavaleiro, em resposta, alertou o assistente da cidade e estenderam a todos os judeus na prisão.
A culpa levou a Susona a se tornar freira. Quando morreu, no testamento estipulou a sua vontade de colocar sua cabeça sobre a porta de sua casa, a modo de exemplo para os jovens. Atualmente, na rua sevilha, chamada Susona, pode apreciar-se uma representação do lugar que ocupou sua cabeça e também existe uma inscrição desta lenda.